segunda-feira, 1 de outubro de 2012




            Sangue

Enquanto te sentir correndo à vontade
pelos caminhos destinados, sem alarde,
é porque vivo.
Sobrevivo aos embates todos
em que me envolvo, e sou envolvido,
tu escondido.
Tua cor me altera, sangue.
Me sobes à cabeça e,
exangue, em delírio, perco o equilíbrio.
Tua densidade, misturada à tua densa cor, me amedronta.
Corre, sangue! Lindo, rubro, puro.
É na tua paz qua a minha procuro.

31.10.80

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