terça-feira, 16 de outubro de 2012


Senhor, Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor meu Deus!
Se é loucura ... se é verdade
tanto horror perante os céus ...
(Castro Alves, OC 281.)

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Quando o demo se apossa, impossível impedir a desgraça.
Degofredo, havia tempão, não conseguia nem olhar para ela. Tinha ânsias!
Sentiu que, do jeito que as coisas se apresentavam, não passaria dali.
Quando ficou sozinho, empunhou a enorme faca, segurou-a pela orelha e decepou-a.
Puxou-lhe o braço, dobrou-o e, como não conseguiu arrancá-lo do frágil corpinho, ajudou com a faca. Fez o mesmo com o outro.
E começou a picar o que restara do corpo com um milhão de facadas.
Quanto mais agredia, mais violento ficava.
Insatisfeito, mordia, e mordia, e arrancava pedaços.
Foi quando Vergentina, a irmãzinha, abriu a porta e se deparou, assustada, com
aquele cenário macabro. Degofredo, pego de surpresa, não pode impedí-la de correr desesperada à procura da mãe, aos berros: mãezinha, búúú, o mano rasgou a minha boneca!

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