Senhor, Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor meu Deus!
Se é loucura ... se é verdade
tanto horror perante os céus ...
(Castro Alves, OC 281.)
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Quando o demo se
apossa, impossível impedir a desgraça.
Degofredo, havia
tempão, não conseguia nem olhar para ela. Tinha ânsias!
Sentiu que, do jeito
que as coisas se apresentavam, não passaria dali.
Quando ficou sozinho,
empunhou a enorme faca, segurou-a pela orelha e decepou-a.
Puxou-lhe o braço,
dobrou-o e, como não conseguiu arrancá-lo do frágil corpinho, ajudou com a faca. Fez
o mesmo com o outro.
E começou a picar o que restara do corpo com um milhão de facadas.
Quanto mais agredia,
mais violento ficava.
Insatisfeito, mordia,
e mordia, e arrancava pedaços.
Foi quando Vergentina,
a irmãzinha, abriu a porta e se deparou, assustada, com
aquele cenário
macabro. Degofredo, pego de surpresa, não pode impedí-la de correr desesperada
à procura da mãe, aos berros: mãezinha, búúú, o mano rasgou a minha boneca!
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