quarta-feira, 26 de setembro de 2012



            Ai, a minha cidade!

A minha cidade,
azulada, cinza, esverdeada,
toda cheia de esquemas, organizada,
é um belo cenário para quem quer ser feliz.

Mas quando eu ando por ela,
ou a vejo da minha janela,
e lhe reparo o matiz,
alguma coisa me diz
que enquanto eu viver nela
serei um sujeito infeliz.

Por isto eu quero mudar-me
para bem longe daqui.
Aceito viver no escuro,
no caos, em cima do muro,
até começar de aprendiz.
Eu só quero é ter o direito
de ser um homem feliz.

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